Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silêncio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
Cecília Meireles
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Espaço para se dialogar
Para aqueles que são meus amigos e para os que não são, em breve abrirei um espaço para dialogarmos acerca de determinadas questões, sejam literárias, linguísticas, ou não... o que vai nos interessar é que teremos a oportunidade de discutirmos vários assuntos... aguardem...
sábado, 14 de março de 2009
Delírio
Nua, mas para o amor não cabe o pejo.
Na minha a sua boca eu comprimia
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
- Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
fremente, a minha boca obedecia.
E os seus seios, tão rígidos, mordia,
fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
disse-me ela, ainda quase em grito:
- Mais abaixo, meu bem! Num frenesi
No seu ventre pousei a minha boca.
- Mais abaixo, meu bem! Disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
Olavo Bilac
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
MULHERES QUE AMAM DEMAIS

São aquelas mulheres que amam além da conta... MADA!
Vivem em crise existêncial, acometidas pelo ciúme arrebatador,
são possessivas e conscientes das suas condições neuróticas,
que tulmutuam o lar e a vida afetiva...
Tentam de todas as formas dominar e vigiar todos os detalhes
não medem consequências para exigirem dos seus amados o máximo
de atenção, além do seu limite e capacidade de doação!
Vivem a insistir na cobrança de redobrada atenção, carinhos e fidelidade
Se pudessem, até respirariam por ele... o seu amor.
Tornam-se submissas em todos os aspectos , no intuito de sentirem-se
penalizadas e abandonadas, mesmo cientes que apenas sufocam
mas, quando escutam o grito de alerta... "Para que não agüento mais"...
aí, conseguem entender que estão próximas do fim,
por ofertarem um amor excessivo, que em nada contribui
para o próprio crescimento interior, e muito menos do parceiro...
E então, quando decidem mudar o quadro...
"Sei que devo e preciso abrir mão desse amor tão doentio para que, como mulher e ser humano que sou, possa integrar-me à condição social de pessoa normal, equilibrada, e renovada... para isso terei que isentar-me das neuras, que me levaram ao fundo do poço!"
Diná Fernandes
Amopoesias
Publicado no Recanto das Letras em 13/02/2009
Código do texto: T1437477
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